Avaliação da Baby Vision Care aponta que o Teste do Reflexo Vermelho avalia apenas parte do olho e tem menor sensibilidade do que exames ampliados para detectar alterações que podem levar à cegueira infantil

São Paulo, janeiro de 2026 – Uma análise da Baby Vision Care, empresa americana especializada em saúde ocular infantil, indica que o Teste do Reflexo Vermelho (TRV), exame obrigatório em recém-nascidos no Brasil, avalia apenas o eixo central do olho e tem alcance limitado para identificar alterações em regiões mais profundas ou periféricas do sistema ocular. Já o Teste do Olhinho Ampliado permite visualizar uma área até 20 vezes maior do fundo do olho, ampliando a sensibilidade da triagem e a detecção de doenças que podem comprometer de forma irreversível a visão infantil.

“O Teste do Reflexo Vermelho cumpre um papel relevante como primeira triagem neonatal, mas observa apenas uma fração do sistema ocular”, afirma Jochen Kumm, CEO da Baby Vision Care. “Quando falamos de alterações na retina, no nervo óptico ou de condições que não apresentam sinais evidentes nos primeiros meses de vida, ampliar a área examinada faz diferença direta na qualidade do diagnóstico.”

Dados da Agência Internacional de Prevenção da Cegueira (IAPB), com base em informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que cerca de 27 mil crianças vivem com cegueira no Brasil. Em escala global, estima-se que até 80% dos casos de cegueira infantil poderiam ser evitados com diagnóstico e tratamento oportunos, o que reforça a importância de estratégias de triagem mais eficazes ainda no período neonatal.

Nesse contexto, o Teste do Reflexo Vermelho é recomendado por entidades pediátricas e oftalmológicas e deve ser realizado, preferencialmente, antes da alta hospitalar. O exame consiste na observação do reflexo luminoso emitido pela retina e permite identificar alterações evidentes no eixo visual central. No entanto, por não alcançar áreas periféricas ou estruturas mais profundas do olho, o método apresenta limitações clínicas reconhecidas.

A análise destaca que o Teste do Olhinho Ampliado possibilita a visualização de uma área significativamente maior do fundo do olho em comparação ao TRV, alcançando estruturas que não são acessadas pelo método tradicional. De acordo com os dados avaliados, essa ampliação reduz o risco de diagnósticos tardios e aumenta as chances de intervenção eficaz.

“O TRV não deve ser entendido como insuficiente, mas como um exame com limitações bem definidas”, explica Kumm. “Ele funciona como uma triagem inicial. O Teste do Olhinho Ampliado complementa esse processo ao revelar alterações que não estão visíveis nesse primeiro exame.”

Segundo a Baby Vision Care, o Teste do Olhinho Ampliado permite a identificação precoce de mais de 50 patologias, oculares e não oculares, algumas associadas não apenas à perda irreversível da visão, mas também a condições sistêmicas graves. Os dados indicam que cerca de 95% dessas doenças apresentam potencial de tratamento quando diagnosticadas ainda no início da vida..

“Em recém-nascidos, o tempo é decisivo para o desenvolvimento visual”, conclui Jochen Kumm. “Cada semana conta. Um exame mais abrangente não é apenas uma questão tecnológica, mas uma estratégia para identificar problemas silenciosos antes que causem danos permanentes.”

Sobre a Baby Vision Care

Fundada por especialistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, a Baby Vision Care traz ao Brasil o Universal Newborn Eye Screening - Teste do Olhinho Ampliado -, exame oftalmológico para recém-nascidos que pode identificar a maioria das condições de risco à visão logo após o nascimento. A empresa opera os exames com câmeras especializadas, equipe treinada e software para diagnóstico preciso. Por meio da tecnologia de ponta e do cuidado antecipado, a companhia visa detectar precocemente problemas visuais em recém-nascidos, prevenir a perda de visão e a cegueira infantil e promover um futuro mais saudável para as crianças.