Perda rápida de peso compromete fibras de sustentação da pele; especialista explica diferenças entre tipos de flacidez e aponta tratamentos eficazes


A conquista da perda de peso, muitas vezes celebrada como um marco de saúde e autoestima, pode vir acompanhada de um efeito colateral comum: a flacidez da pele. O problema é mais frequente quando o emagrecimento ocorre de forma acelerada, sem tempo suficiente para que o tecido cutâneo se reorganize.


Segundo a coordenadora do curso de Estética da Afya São Lucas, professora Jéssica Barreto, a pele possui fibras responsáveis pela sustentação e elasticidade — colágeno, elastina e reticulina — que sofrem alterações importantes durante períodos prolongados de ganho e perda de peso. “Quando há excesso de gordura por muito tempo, essas fibras passam por estiramento crônico e podem sofrer micro-rupturas. Se o emagrecimento acontece rápido demais, a gordura diminui, mas a pele não consegue se retrair na mesma velocidade, resultando na flacidez tissular”, explica.


Fatores que influenciam a flacidez pós-emagrecimento


De acordo com a especialista, alguns fatores aumentam o risco de flacidez após a perda de peso:


  • Idade: a produção de colágeno e elastina diminui cerca de 1% ao ano a partir dos 20 a 25 anos.

  • Genética: histórico familiar de flacidez, estrias ou celulite interfere na capacidade de retração da pele.

  • Tipo de emagrecimento: dietas muito restritivas, uso inadequado de medicamentos e cirurgia bariátrica elevam o risco.

  • IMC inicial e volume perdido: quanto maior o peso inicial e a quantidade eliminada, maior a chance de excesso de pele.


“O emagrecimento gradual preserva melhor as fibras da pele e permite uma adaptação mais eficiente do tecido cutâneo”, destaca Jéssica.


Flacidez tissular e flacidez muscular


A professora ressalta que nem toda flacidez tem a mesma origem, o que influencia diretamente no tratamento. “A flacidez tissular está relacionada à pele e ao tecido conjuntivo, causada pela perda de colágeno e elastina. Já a flacidez muscular ocorre pela redução do tônus, muito comum em quem emagrece sem preservar a massa magra”, explica.


Enquanto a flacidez muscular responde bem ao exercício físico e à eletroestimulação, a flacidez cutânea exige tecnologias específicas para estimular a produção de colágeno.


Atividade física e estética não competem entre si — elas se complementam. “O exercício é fundamental para ganho de massa magra, definição corporal e melhora da circulação. Mas ele não consegue, sozinho, reverter uma pele muito distendida ou com perda importante de colágeno. Nesses casos, os tratamentos estéticos são indispensáveis”, afirma.

Com base em evidências científicas, Jéssica Barreto aponta as principais tecnologias utilizadas atualmente:


  • Radiofrequência: estimula colágeno e promove retração imediata da pele.

  • Microagulhamento: induz remodelação profunda do colágeno.

  • Ultrassom microfocado (HIFU): atua em camadas profundas, com efeito lifting não cirúrgico.

  • Laser fracionado: indicado para retração cutânea mais intensa, especialmente em casos pós-bariátricos.

  • Bioestimuladores de colágeno: recomendados para peles muito finas e distendidas.


Pacientes que passaram por cirurgia bariátrica apresentam desafios específicos, como grande excesso de pele e possíveis déficits nutricionais. “Nesses casos, a estética pode melhorar significativamente a qualidade da pele, mas nem sempre substitui a cirurgia plástica quando há excesso cutâneo importante”, pontua a coordenadora.


O que o paciente precisa saber antes de iniciar o tratamento


  • Entre as principais orientações, a especialista destaca:

  • A avaliação deve ser individualizada.

  • Os resultados são progressivos e podem levar de 30 a 90 dias para aparecer

  • A nutrição adequada, especialmente o consumo de proteínas, é essencial.

  • A manutenção dos tratamentos é necessária.

  • O exercício resistido faz parte do processo.


“Os resultados realistas envolvem melhora de 20% a 60% na firmeza da pele, além de ganhos na textura e na qualidade cutânea. Em casos severos, há melhora, mas não eliminação total do excesso de pele”, conclui.


Afya Amazônia

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado de Rondônia conta com duas instituições de graduação (Afya Centro Universitário São Lucas e Afya Ji-Paraná). Tem ainda dez escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Acre (1), Pará (4)  e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com outras 3 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM) e Palmas (TO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e tecnologia em medicina no Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior em todas as regiões do país, 33 delas com cursos de medicina e 20 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde. São 3.653 vagas de medicina autorizadas pelo Ministério da Educação (MEC), com mais de 23 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil, e "Valor 1000" (2021, 2023 e 2024) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em http://www.afya.com.br  e ir.afya.com.br.   

Mais informações em http://www.afya.com.br e ir.afya.com.br.