Especialista explica por que dados, audiência e diversificação serão centrais para a geração de receita no meio digital

A monetização de conteúdo vai entrar em 2026 menos dependente de fórmulas únicas e mais orientada por dados, comportamento de audiência e diversificação de receitas. De acordo com o Digital News Report 2025, da Reuters, a receita publicitária dos publishers (portais de conteúdo) vem caindo cerca de 8% a cada ano, mostrando que encontrar novas formas de monetizar conteúdos é essencial para a sobrevivência dos portais.

Neste cenário de pressão sobre a publicidade tradicional, mudanças nos algoritmos das plataformas e avanço da creator economy, publishers de notícias e entretenimento passam a adotar modelos mais flexíveis e integrados para sustentar seus negócios.

De acordo com Felipe Ladislau, diretor de aceleração da PYXYS, Mediatech que conecta informação, dados e tecnologia para fortalecer o ecossistema de mídia para publishers, o futuro da monetização está na capacidade dos portais de combinar diferentes estratégias de forma inteligente, respeitando o perfil de cada audiência e o posicionamento editorial de cada veículo.

Para o especialista, existem pelo menos cinco tendências que devem ganhar força e influenciar diretamente a forma como os publishers podem monetizar seus conteúdos a partir de 2026.

  1. Consolidação da monetização híbrida como padrão

A era dos modelos únicos, baseados exclusivamente em publicidade ou assinaturas, tende a ficar para trás. Publishers mais maduros já operam com combinações que incluem mídia programática, branded content, assinaturas, eventos, produtos digitais e geração de leads para parceiros. “A diversificação deixa de ser apenas uma estratégia de crescimento e passa a ser um mecanismo de proteção. Portais que concentram sua receita em uma única fonte ficam mais expostos a oscilações de mercado, mudanças regulatórias ou alterações nos algoritmos de distribuição”, explica Ladislau.

  1. Personalização da monetização baseada em dados de audiência

O avanço das tecnologias de dados e a maior compreensão do comportamento do leitor permite uma maior personalização da experiência. Em vez de oferecer as mesmas opções para todos, os publishers devem adaptar formatos e ofertas conforme o perfil do usuário. “Enquanto parte da audiência pode preferir pagar por uma experiência sem anúncios, outra aceita interagir com conteúdo patrocinado relevante. Essa abordagem maximiza o valor de cada usuário e melhora a experiência de consumo de informação”, destaca o especialista.

  1. Avanço da creator economy dentro dos portais

De acordo com o diretor da PYXYS, a creator economy, já consolidada em plataformas sociais, avança sobre o jornalismo profissional. Jornalistas e criadores com marcas pessoais fortes passam a monetizar newsletters, colunas, podcasts e análises diretamente dentro dos portais, muitas vezes em modelos de compartilhamento de receita, o que traz mais uma possibilidade de monetização e cria novas dinâmicas entre veículos e seus talentos editoriais.

  1. Novos modelos de relação entre publishers e jornalistas

A relação tradicional entre redação e repórteres e editores tende a se transformar. Em vez de vínculos exclusivamente assalariados, surgem modelos híbridos, com participação em receita, incentivos por performance editorial e maior autonomia criativa. Para Ladislau, essa nova dinâmica representa uma estratégia de retenção de talentos e diferenciação de conteúdo. Já para os jornalistas, a iniciativa também abre espaço para mais protagonismo e independência financeira.

  1. Comunidade como ativo central de monetização

Em um ambiente digital saturado de informação e desinformação, a construção de comunidades engajadas está se tornando um diferencial competitivo. Ladislau explica que portais que investem em relacionamento, escuta ativa e participação do leitor constroem bases mais leais e dispostas a apoiar financeiramente o conteúdo. “Assim, a comunidade passa a ser não apenas audiência, mas parte ativa do ecossistema do portal, contribuindo com feedback, ideias e defesa da marca, criando um canal de fidelidade”, finaliza o especialista da PYXYS.

Sobre a PYXYS 

PYXYS é uma mediatech que conecta informação, dados e tecnologia para fortalecer o ecossistema de mídia para publishers. Fundada em 2017 por Andrés Bruzzone, comunicador com mais de 30 anos de experiência em mídia, a MediaTech atua como parceira estratégica de publishers e empresas, unindo jornalismo e negócios. A combinação de conteúdo, dados e tecnologia proprietária gera inteligência de mercado e produz mais de 65 mil leads qualificados por ano para seus clientes, conectando conteúdo editorial e coleta de dados para marcas interessadas em orientar estratégias de marketing e vendas, e melhorar o relacionamento geral com seus consumidores.