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Secretária adjunta de Saúde que recebeu áudio alertando sobre falta de leitos no PS pede exoneração no AC


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A secretária adjunta de Assistência à Saúde da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre), Adriana Lobão, deixou a pasta após um ano no cargo. A exoneração, a pedido, foi publicada na edição desta segunda-feira (11) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Conforme a publicação, assinada pelo governador Gladson Cameli, a demissão tem efeito desde o último dia 6. O g1 entrou em contato com a Sesacre para saber se o desligamento da gestora tem relação com o áudio que vazou no mês passado, em que ela era alertada pela diretora do Pronto-Socorro de Rio Branco, Dora Vitorino, sobre a falta de leitos pediátricos na unidade.

A mensagem circulou nas redes sociais em meio à morte de crianças por síndromes respiratórias e denúncias de falta de estrutura nos hospitais para atender esse público. O estado contabiliza 12 mortes de crianças com doenças respiratórias.

O g1 confirmou, na época, que o áudio tinha sido gravado dias antes de a Saúde abrir novos leitos no Pronto-Socorro. Nele, Dora relata que estão chegando crianças para serem intubadas e que não tem onde colocá-las. Além disso, pede celeridade na abertura dos leitos e diz que não sabe mais o que fazer, inclusive, descreveu a situação das equipes médicas em não conseguir atender a demanda.

“Eu não tenho o que fazer mais, sinceramente. Peça agilidade para resolver a questão desses leitos, nossa reunião foi na quinta-feira de manhã, hoje é quarta, se passaram seis dias, seis dias é muito tempo para quem tava com urgência naquele dia, com paciente intubado, falei na reunião que eram 3, é uma situação muito complicada. Nós no pronto-socorro não temos o que fazer, não temos espaço para colocar crianças. O que tinha para fazer a gente fez, nós pegamos a sala do pós-óbito, colocamos a criança, e lá agora é para pediatria. Não temos mais o que fazer”, diz no áudio.

Após as denúncias, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) fez uma fiscalização no pronto-socorrro da capital. Uma das principais irregularidades encontradas, segundo o conselho, foi com relação ao local de atendimento da pediatria, que não há um consultório e, por isso, as crianças são atendidas no corredor da unidade.

A 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, do Ministério Público do Acre informou que ia apurar se houve omissão no atendimento a crianças e a disponibilidade de leitos de pediatria, medicamentos e insumos da rede pública estadual, destinados ao atendimento de crianças acometidas de vírus respiratórios.

Pacientes transferidos

 

Em meio a tudo isso, o governo decidiu transferir as instalações e pacientes do Hospital da Criança de Rio Branco para o prédio do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Acre (Into-AC).

Agora, com a reforma no Hospital da Criança e transferência das instalações, todos os atendimentos pediátricos passam para o Into, não só os casos de síndromes respiratórias. No entanto, segundo a Secretaria de Saúde, os pais que tiverem com crianças doentes devem primeiro procurar a Unidade de Pronto Atendimento do Segundo Distrito ou, no casos mais graves, o PS, e depois os pacientes serão remanejados ao Into, caso seja solicitado pelo médico.

G1

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