Publicada em 01/02/2018 às 21:20

Uniforme escolar: Normas da ABNT orientam a confecção

Quando se trata de vestuário para crianças e adolescentes, destaca-se ainda o aspecto da segurança, evitando que aviamentos e acessórios ofereçam riscos aos usuários.

A importância desses documentos para agregar qualidade e durabilidade aos artigos têxteis é cada vez mais reconhecida.

Resultado de imagem para uniforme abntNas 272 normas publicadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no âmbito do Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário (ABNT/CB-017), confeccionistas encontram informações que conduzem à produção de artigos com qualidade, conforto, resistência e durabilidade. No mercado, essas características tornam-se diferenciais competitivos e atendem às melhores expectativas do consumidor.

Quando se trata de vestuário para crianças e adolescentes, destaca-se ainda o aspecto da segurança, evitando que aviamentos e acessórios ofereçam riscos aos usuários. Não por acaso, normas da ABNT são recomendada pelo Laboratório de Tecnologia Têxtil do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) no “Manual de especificações técnicas para uniformes escolares”.

As orientações do Manual são destinadas a fornecedores, instituições de ensino da rede pública ou particular, prefeituras e governos, de forma a estabelecerem parâmetros de qualidade para a produção e aquisição de peças do vestuário escolar. A base da publicação é a ABNT NBR 15778:2009 - Uniforme escolar - Requisitos de desempenho e segurança, envolvendo solidez da cor, resistência à tração, esgarçamento da costura, entre outros.

Outra norma citada é a ABNT NBR 16365:2015 - Segurança de roupas infantis - Especificações de cordões fixos e cordões ajustáveis em roupas infantis e aviamentos em geral - Riscos físicos, que especifica os requisitos para cordões fixos e cordões ajustáveis em roupas infantis, incluindo trajes com capuz para crianças com até 14 anos de idade, além de descrever outros riscos com aviamentos presentes nas roupas.

ABNT/CB-017

O ABNT/CB-017 é responsável pela normalização no campo da indústria têxtil e do vestuário compreendendo fibras, fios, cabos, cordoalhas, tecidos e outros artigos fabricados em têxteis; artigos confeccionados; matérias-primas; produtos químicos e auxiliares necessários para os diversos tratamentos.

 A diversidade de temas das normas para têxteis e vestuário, que contemplam até zíperes e linhas, confirma a importância do acervo para os confeccionistas. Um exemplo é a ABNT NBR 16060:2012 - Vestuário — Referenciais de medidas do corpo humano — Vestibilidade para homens corpo tipo normal, atlético e especial, que estabelece um sistema de indicação de tamanhos de roupas para homens de corpo tipo normal, atlético e especial, incluindo roupa de malha e roupa de banho.

Há normas que especificam características de determinados tipos de tecido, como a ABNT NBR 13917:1997 - Material têxtil - Tecido plano de 100% algodão para roupas profissionais e uniformes e a ABNT NBR 12720:1995 - Artigo confeccionado em tecido de malha - Tolerâncias de medidas – Padronização.

 

Sobre a ABNT

A ABNT é o Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela gestão do processo de elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC), influenciando o conteúdo de normas e procurando garantir condições de competitividade aos produtos e serviços brasileiros, além de exercer seu papel social. Além disso, a ABNT também é um Organismo de Avaliação da Conformidade acreditado pelo Inmetro para a certificação de diversos produtos, sistemas e programas ambientais, como o rótulo ecológico e a verificação de inventários de gases de efeito estufa.

Autor: ASSESSORIA
Fonte: O NORTÃO

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