Publicada em 11/08/2017 às 15:30

Transtorno Explosivo Intermitente

São vários os fatores que podem provocar o transtorno, sendo que com o devido tratamento a condição pode ser controlada.

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O que é o transtorno explosivo intermitente?

Conhecido popularmente como síndrome do pavio curto, o transtorno explosivo intermitente é caracterizado pela incapacidade do indivíduo de controlar a agressividade, que age de forma impulsiva e apresenta ataque de fúrias desproporcionais frente a fatos. A agressividade não costuma ser premeditada e quase sempre estas pessoas se arrependem em seguida. São vários os fatores que podem provocar o transtorno, sendo que com o devido tratamento a condição pode ser controlada.


Como se adquire?

Não existe uma única causa para o transtorno explosivo intermitente. Sabe-se que fatores biológicos tem peso, como a disfunção na distribuição da serotonina, assim como fatores sociais, psicológicos e ambientais. Muitas pessoas que apresentam transtorno explosivo intermitente têm histórico da condição na família. Além disso, é comum os portadores virem de família com problemas de drogas e/ou abuso de álcool. Crianças que crescem em ambientes com brigas frequentes e explosões verbais estão mais predispostas à condição, bem como aquelas que sofreram algum tipo de abuso emocional ou físico.


Sintomas

A pessoa com transtorno explosivo intermitente geralmente tem baixa tolerância à frustração e incapacidade de gerenciar a raiva, tornando-se instável por não conseguir controlar as emoções. UmTranstorno Explosivo Intermitente sintoma característico do transtorno é a agressividade desproporcional ao fato que a gerou. A pessoa tende a ter ataques de raiva por motivos muito banais e na grande maioria das vezes demonstra arrependimento e vergonha após o comportamento. No ápice da raiva o indivíduo pode sentir formigamento, pressão na cabeça, tremor, tensão e aperto no peito.

Os ataques de raiva não são premeditados e os pensamentos raivosos que levam o indivíduo a “explodir” surgem de repente. Estes ataques de raiva podem ser leves ou severos, sendo que uma pessoa com transtorno explosivo intermitente apresenta pelo menos 2 ataques leves por semana durante um período de 3 meses e explosões do tipo severa por 3 vezes pelo menos em 1 ano. Os ataques leves são caracterizados por xingamentos, ofensas, ataque de objetos contra parede e ameaças. Já os do tipo severo são caracterizados por destruição de patrimônio e/ou de propriedade e por lesão corporal.


Diagnóstico e tratamento

Diante dos sintomas descritos acima um profissional deve ser procurado, sendo o psiquiatra o médico mais indicado para tanto. É preciso uma conversa com o paciente, dados sobre o histórico de vida, histórico familiar, histórico de saúde e um cuidadoso exame físico para chegar ao diagnóstico. Os sintomas precisam ser analisados e alguns exames em específico podem ser solicitados de forma a excluir ou encontrar condições que possam estar provocando os ataques de raiva como uso de drogas, transtorno psicótico ou traumatismo craniano, por exemplo.

Estabelecido o diagnóstico é preciso dar início ao tratamento mais adequado. Este envolve a terapia individual, em grupo, participação em palestras, uso de medicamentos e terapia para a família do paciente. Na grande maioria das vezes, o transtorno explosivo intermitente pode ser controlado, de forma a garantir qualidade de vida para o paciente e para as pessoas que com ele convivem.


Prevenção

O transtorno explosivo intermitente pode ter diversas origens, sendo que alguns fatores podem ser evitados, outros não. O ideal é realizar exames de rotina e consultar um médico periodicamente, para que quaisquer alterações possam ser notadas. Além disso, a condição geralmente é frequente em uma mesma família, portanto, pais devem ter atenção à saúde de seus filhos.

O uso de drogas e o abuso no consumo de álcool pode deixar os indivíduos mais predispostos ao transtorno, por isso, é preciso evitar este tipo de comportamento. Por fim, caso esteja se sentindo estranho, não hesite em procurar pela ajuda de um profissional, pois a grande maioria das condições possui tratamento.

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Autor: saudemedicina.com
Fonte: saudemedicina.com

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