Publicada em 20/03/2017 às 11:00

Torcicolo congênito - como ele é?

É a contratura ou encurtamento unilateral do músculo esternocleidomastoideo que se manifesta no período neonatal ou em lactentes, em que a cabeça fica inclinada para o lado do músculo afetado e girada para o lado oposto.

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O que é o torcicolo congênito?

O torcicolo (latim: tortus = torcido + collum = pescoço) congênito é a contratura ou encurtamento unilateral do músculo esternocleidomastoideo que se manifesta no período neonatal ou em lactentes, em que a cabeça fica inclinada para o lado do músculo afetado e girada para o lado oposto.

Quais são as causas do torcicolo congênito?

A causa do torcicolo congênito ainda não é totalmente conhecida, embora haja algumas hipóteses: hereditariedade, mau posicionamento do bebê dentro do útero e interrupção do fluxo sanguíneo no esternocleidomastoide. Em alguns casos, o torcicolo congênito pode ser causado por um problema ósseo na porção cervical da coluna vertebral.

Resultado de imagem para torcicolo congênitoQual é o mecanismo fisiológico do torcicolo congênito?

O torcicolo acontece quando o músculo esternocleidomastoide (que corre para cima e para trás na frente do pescoço) sofre um encurtamento. Isso força a cabeça do bebê para baixo e para o mesmo lado do músculo comprometido. Quando isso acontece antes ou durante o nascimento do bebê, ou logo após, é conhecido como torcicolo congênito. O músculo lesionado pode sangrar e inchar e o tecido cicatricial pode torná-lo mais curto.

Uma hipótese etiológica é que ocorra uma fibrose do músculo esternocleidomastoideo, que fica na lateral do pescoço, causada por um reduzido espaço intrauterino, gerando um encurtamento do mesmo e limitando seus movimentos.

Quais são as principais características clínicas do torcicolo congênito?

O torcicolo congênito ocorre mais frequentemente na primeira gestação. A observação que mais chama a atenção é a inclinação lateral persistente da cabecinha da criança. Normalmente esse tipo de torcicolo não dói, embora a anormalidade seja obviamente visível com a cabeça voltada para o lado comprometido e o queixo voltado para o sentido oposto.

Como o médico diagnostica o torcicolo congênito?

A simples observação da posição da cabeça do bebê já é suficiente para fazer o diagnóstico. À palpação, é possível detectar no bebê, na região do esternocleidomastoide, uma massa muscular mais volumosa, a qual costuma desaparecer após os 3 primeiros meses de vida.

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A criança pode apresentar uma leve diminuição ou mesmo ausência dos movimentos do pescoço. O médico deverá também verificar os quadris do bebê porque alguns deles também apresentarão um desenvolvimento anormal do quadril (displasia da anca).

Como o médico trata o torcicolo congênito?

O tratamento deve ser realizado o mais precocemente possível. Na grande maioria dos casos, quando iniciado cedo, uma fisioterapia simples resolve o problema. A cirurgia de alongamento do músculo esternocleidomastoide só é indicada em casos de acentuada restrição da mobilidade do pescoço e assimetria facial. Geralmente só é feita quando a criança atinge a idade de 5 anos.

A participação dos pais também é essencial para a eficácia do tratamento, corrigindo o posicionamento da cabecinha na hora do sono e da amamentação, por exemplo. Eles também podem fazer alongamentos e aplicação de calor superficial no músculo comprometido, sob orientação do médico assistente.

Como evolui em geral o torcicolo congênito?

Se o torcicolo não for tratado e corrigido, a deformação que ele acarreta acompanhará a criança por toda a vida e será cada vez mais difícil de ser revertida.

Quais são as complicações possíveis do torcicolo congênito?

O torcicolo congênito não tratado pode levar a assimetrias da face, alterações visuais e deformidades da calota craniana, que se forem muito duradouras e consolidadas não podem ser revertidas. O torcicolo congênito costuma estar associado a outras malformações, pelo que é necessário pesquisá-las.

Como prevenir o torcicolo congênito?

O torcicolo congênito não pode ser evitado, mas as suas complicações podem, fazendo-se diagnóstico e tratamento precoces.

Autor: saude.abril.com.br
Fonte: saude.abril.com.br

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