Publicada em 02/05/2013 às 12:33

Riva cobrará do governo a implantação de hidrovias em Mato Grosso

Segundo o deputado e presidente da AL/MT, o assunto volta a ser cobrado. "Acho que a Assembleia tem que pressionar essa discussão, o Congresso Nacional tem que pressionar essa discussão e o Estado não pode abrir mão".

A viabilidade da implantação de hidrovias nos rios mato-grossenses deve voltar a ser debatida pelas lideranças políticas, de entidades e associações ligadas ao agronegócio e setor de transportes. "Um Estado como Mato Grosso, com a riqueza que tem, com os mananciais que tem, não pode abrir mão de um transporte tão barato que vai aumentar a competitividade do nosso produtor", disse o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso-AL/MT, José Riva (PSD). Mato Grosso tem gigantesca produção de soja, milho, carne, algodão, arroz e demais produtos.


Para Riva, o país "se acovardou na discussão" e com isto perdeu grande oportunidade de melhor a situação logística. "Os Estados Unidos fizeram hidrovias até em córregos e quando o Brasil começou a discutir sobre o assunto recebeu uma imposição muito forte das ONGs internacionais", destacou.


Segundo o deputado, o assunto volta a ser cobrado. "Acho que a Assembleia Legislativa tem que pressionar essa discussão, o Congresso Nacional tem que pressionar essa discussão e o Estado não pode abrir mão", finalizou.


Ainda não saiu do papel a hidrovia Teles Pires-Tapajós ligando o Nortão de Mato Grosso (a partir de Alta Floresta) até o Pará para escoamento da produção agrícola. Por enquanto, a proposta "adormece" no Ministério dos Transportes. Enquanto isto, grandes empresas ligadas ao agronegócio estão fazendo portos em Itaituba (Pará) para escoar a produção. A hidrovia lá pode ter barcaças com comboios de 18 até 30 mil toneladas entrando no rio Amazonas com acesso Santana (Amapá) e a Vila do Conde (PA).

Essa rota, transportando soja, milho e demais produtos em carretas do Médio Norte e Nortão de Mato Grosso até Itaítuba (destino médio de 800 km) porporcionará para os produtores economizar entre 30 a 40% por tonelada o que representa cerca de US$ 25 a US$ 40/tonelada, conforme a época, desafogando portos de Paranaguá e Santos que deixariam de receber 10 milhões de toneladas por ano.


Duas empresas região Norte de Mato Grosso se uniram para construir, em Itaituba, um porto que deve escoar cerca de 3 milhões de toneladas ano. O pedido de licenciamento está sendo analisado e a previsão é das obras iniciarem em julho do ano que vem.

Autor: Só Notícias
Fonte: Só Notícias