Publicada em 05/09/2017 às 13:24

Promotor abre inquérito contra 5 militares envolvidos em grampos

O promotor de Justiça Roberto Turin determinou a instauração de um inquérito por improbidade administrativa contra cinco militares envolvidos no esquema de escutas clandestinas operado pela Polícia Militar em Mato Grosso.

Roberto Turin deu prazo de dez dias para que os policiais prestem declarações sobre os fatos

O promotor de Justiça Roberto Turin determinou a instauração de um inquérito por improbidade administrativa contra cinco militares envolvidos no esquema de escutas clandestinas operado pela Polícia Militar em Mato Grosso.

São alvos da investigação o ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, o ex-secretário de Estado da Casa Militar, Evandro Lesco, o coronel Ronelson Jorge de Barros, o tenente-coronel Junuário Antônio Edwiges e o cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior.

O inquérito foi instaurado na última sexta-feira (1).

Os policiais já respondem a outra ação na esfera penal, onde já foram denunciados pelo Ministério Público Estadual.

Na portaria que oficializou a investigação, o promotor citou suspeitas de que os militares tenham cometido crimes no exercício de suas funções, na medida em que participaram de esquema ilegal de interceptação telefônica “grampos”.

Turin deu prazo de dez dias úteis para que os militares prestem declarações por escrito ou ofereçam subsídios para o esclarecimento dos fatos.

Atualmente, estão presos o coronel Zaqueu Barbosa e o cabo Gerson Correa, que já foram apontados pelo desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, como os principais responsáveis pelo esquema de grampos.

As prisões preventivas dos coronéis Evandro Alexandre Lesco e Ronelson Barros foram revogadas, em agosto, também por Perri.

Na ocasião, o magistrado determinou o cumprimento de prisão domiciliar, bem como uso de tornozeleira eletrônica. Ambos estão afastados de suas funções institucionais, proibidos de entrar em contato com outros réus e testemunhas e não podem se ausentar da Comarca de Cuiabá.

O tenente coronel Junuário Antônio Edwiges foi solto ainda no mês de junho, também por decisão do desembargador Orlando Perri.

Leia mais sobre o assunto:

Mato Grosso: Grampos foram feitos em 2014 e 2015

Autor: MIDIA NEWS
Fonte: MIDIA NEWS

Comente com o Facebook