Publicada em 17/07/2017 às 09:26

Pense uma, duas vezes e não aja com precipitação - Por Stephen Arterburn

Os homens, na maioria, gostam de se ver como decididos, responsáveis e resolutos. Eles sonham ser semelhantes a personagens como o capitão John Paul Jones.

Espere o tempo certo e não tire conclusões arriscadas antes de refletir cuidadosamente

Os homens, na maioria, gostam de se ver como decididos, responsáveis e resolutos. Eles sonham ser semelhantes a personagens como o capitão John Paul Jones, da Revolução Americana (“Não gostaria de ter nenhuma ligação com qualquer navio que não navegue rapidamente, pois desejo correr todos os riscos”), ou David Glasgow Farragut, almirante da Guerra Civil (“Esqueçamos torpedos; toda força à frente!”).

Contudo, às vezes a determinação é pouco mais do que mera precipitação. Há momentos em que passamos por situações dolorosas que poderíamos ter evitado caso tivéssemos agido comum pouco mais de moderação. Em relação a isso, podemos aprender muito com um homem chamado Gamaliel.

Ele desfrutava uma posição de influência no Sinédrio, o conselho legal da nação judaica. Seus seguidores o chamavam de “rabban” em vez de “rabbi” (um termo aramaico de respeito especial que significa “nosso mestre”, em vez do mais comum “meu mestre”). Ele ensinou o apóstolo Paulo (At 22.3). Pouco depois de sua morte, um admirador escreveu: “Desde a morte de Rabban Gamaliel, o Ancião, não tem havido mais reverência pela Lei, e a pureza e a abstinência morreram junto com ele”.*

Por ser um dos principais fariseus, Gamaliel conhecia a lei de trás para a frente e era ancestral direto do famoso Hillel. Hillel tinha um espírito mais brando que um mestre rival chamado Shammai. É possível que esse temperamento tenha sido herdado por Gamaliel.

O Novo Testamento nos apresenta Gamaliel em Atos 5, quando os apóstolos foram arrastados ao Sinédrio para responder pela pregação da ressurreição de Cristo, uma doutrina proibida. Eles reiteraram sua intenção de pregar em nome de Jesus — e até mesmo fizeram uma afirmação contundente contra o conselho: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, pendurando-o num madeiro” (At 5.30). Obviamente, os líderes do conselho não ficaram felizes com isso e se propuseram a matá-los.

Então Gamaliel falou.

“Israelitas”, disse ele, usando a maneira formal de discurso. “Atentai bem no que ides fazer a estes homens.” Então contou dois casos históricos de revolucionários que, no fim, não se mostraram tão perigosos. Depois disso, concluiu: “Dai de mão a estes homens, deixai-os; porque, se este conselho ou esta obra vem de homens, perecerá; mas, se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus” (At 5.35,38-39).

O conselho moderado de Gamaliel foi vencedor e, desse modo, Deus usou um não cristão para fomentar a causa de Cristo. Nesse ato, Gamaliel incorporou uma pequena porção de sabedoria antiga: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2). Até mesmo o agitado general George S. Patton, da Segunda Guerra Mundial, teria concordado. Ele disse:“Assuma riscos calculados. Isso é muito diferente de ser precipitado”.

Moral da história: A sabedoria conhece o momento de não fazer nada.

Encontrado na Mishná Sotaix.15, conforme citado em F. F. Bruce, “The Book of the Acts”, em The New International Commentary on the New Testament. Grand Rapids, MI: Wm B. Eerdmans Publishing Co., 1954, p. 124.

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Fonte: mundocristao.com.br

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