Publicada em 06/10/2017 às 12:42

ONU estima que recuperação do Caribe, após furacões, pode levar décadas

"O tempo de um país para se recuperar dependerá da capacidade de financiamento e de implementação dos programas, mas gera, sem dúvidas, uma hipoteca a médio e longo prazo porque depende não só deles, mas do financiamento que recebam", disse Barreto.

Resultado de imagem para diretor-geral para a América Latina do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Miguel BarretoO diretor-geral para a América Latina do Programa Mundial de Alimentos da ONU, Miguel Barreto, estimou nesta sexta-feira (6) que os países afetados pelos furacões no Caribe demorarão pelo menos várias décadas para recuperar a via do desenvolvimento e apontou para a necessidade de cooperação da comunidade internacional. As informações são da EFE.

"O impacto de um furacão em uma ilha gera espaços muito longos de recuperação porque as atividades principais destinadas ao turismo vão estar limitadas por um tempo e as atividades agrícolas de subexistência nacional também", disse Barreto à Agência EFE.

"O tempo de um país para se recuperar dependerá da capacidade de financiamento e de implementação dos programas, mas gera, sem dúvidas, uma hipoteca a médio e longo prazo porque depende não só deles, mas do financiamento que recebam", disse Barreto.

O representante do programa das Nações Unidas foi à capital europeia para conseguir apoio ao financiamento dos programas de assistência, após os furacões Irma, Maria e José, que deixaram enormes danos na região caribenha e a necessidade "urgente" de US$ 20 milhões para as operações de ajuda.

Barreto sublinhou que um dos programas, o Programa Alimentar Mundial, é financiado voluntariamente pelos países e que a UE é um dos principais doadores. Ele ressaltou que "é importante conversar sobre o que está ocorrendo porque milhões de pessoas ainda requerem apoio".

O diretor-geral demonstrou preocupação diante da onda "incomum" de furacões de categoria 5. Segundo ele, a temporada ainda não acabou e o auge é geralmente no mês de outubro. "Evidentemente o excesso de furacões se deve ao aquecimento das águas e isto tem um vínculo direto com a mudança climática", concluíu.

Barreto mencionou em particular a devastação em Dominica, afetada pelo furacão Maria, de pouco mais de 70 mil habitantes e com uma destruição de 80% de seus edifícios, e um desabastecimento alimentar que requer "ajuda urgente".

O PAM prepara uma operação no país para assistir 25 mil pessoas nos próximos meses.

*É proibida a reprodução total ou parcial desse material. Direitos Reservados

Autor: EFE
Fonte: EFE

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