Publicada em 16/07/2017 às 23:16

Nas ruas do Rio de Janeiro, uma pessoa morre de forma violenta a cada duas horas

Segundo especialistas, o medo reduz a chance de realização pessoal e espalha na cidade um sentimento de frustração.

A onda de violência no Rio não se resume a estatísticas: números de atropelamentos, assaltos, homicídios. Existe a dor das famílias.

Guilherme, de 15 anos, morreu esperando o ônibus pra escola, na quarta-feira (12). A vida dele valeu um celular que ele não quis entregar. Ninguém foi preso.

No dia 7 de julho, uma mulher grávida foi atropelada de propósito, arrastada, e perdeu o bebê. A vida do filho que não chegou a nascer valeu a bolsa da mãe e uns trocados do pai, esfaqueado pelos bandidos. Ninguém foi preso.

No último domingo (10), Bryan, de 6 anos, estava no banco de trás do carro do pai, que freou em um cruzamento. O carro que vinha atrás bateu de leve, o motorista emparelhou e atirou. Ninguém foi preso.

Nas ruas do Rio, uma pessoa morre de forma violenta a cada duas horas: 13 por dia. Segundo especialistas, isso acaba com a confiança da população nas leis, gera medo. O medo reduz a chance de realização pessoal e espalha na cidade um sentimento de frustração. ( veja vídeo desta matéria)

Autor: G1
Fonte: G1

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