Publicada em 05/10/2017 às 18:31

Governo do Amazonas diz que há déficit de R$ 400 milhões na saúde e afirma que fará auditoria em contratos

núncio foi feito durante reunião do novo gestor com servidores da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam).

Em 2016, a operação "Maus Caminhos", deflagrada pela Polícia Federal, apontou um esquema milionário de desvios de recursos no setor da saúde no estado. O montante desviado na fraude ultrapassa R$ 112 milhões. Um médico foi apontado como chefe do esquema.

De acordo com dados apresentados durante a transição do novo governo, em 2014 e 2015 foram gastos mais de R$ 3 bilhões. Conforme o Portal da Transparência do Governo, foram gastos em 2014 o valor de R$ 1.477.600.182,63. Em 2015, o montante foi de R$ 1.395.505.728,75.

O secretário de Saúde do estado, Francisco Deodato, que coordenou a equipe de transição, disse que o orçamento da saúde do estado deste ano está com um déficit de R$ 400 milhões e que o governo vai ter de recorrer à Sefaz. Deodato não detalhes de como esse processo deve ser feito.

"Ainda faltam três meses para terminar o ano e não temos orçamento nenhum, vamos ter que buscar no centro do governo [Sefaz] alternativas para resolver esse problema, mas de forma legal," explica Deodato.

O novo secretário disse que, atualmente, a rede de saúde tem apenas 31% de abastecimento, situação, que segundo ele, também será ajustada.

Amazonino Mendes disse que os contratos terceirizados passarão por auditoria. "Quando estava tudo bem, não tinha terceirizados, apenas um cooperativa de anestesistas. Hoje, está uma loucura, gasta-se muito e não se presta um bom atendimento à população. Nós vamos auditar todos, não escapa um", disse Amazonino.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas, Mário Viana, disse que é necessário a revisão contratual, para que a população saiba onde e como o dinheiro da saúde esta sendo investido.

Novo governo

Amazonino foi eleito no segundo turno da eleição suplementar ocorrida no dia 27 de agosto. O pleito foi determinado após a cassação do ex-governador de Amazonas, José Melo (PROS), e do vice, Henrique Oliveira (SD), por compra de votos nas eleições de 2014.

(Colaborou, Paulo Paixão, Rede Amazônica)

Autor: G1 AM
Fonte: G1 AM

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