Publicada em 12/07/2014 às 08:25

Cuiabá pode perder rota internacional e ficar sem nenhum legado da Copa no turismo

Agora, encerrada a Copa em Cuiabá, a notícia de que a nova rota internacional foi suspensa por determinação da Receita Federal que acusou 'falta de estrutura' no aeroporto.

  

 

Cuiabá pode perder rota internacional e ficar sem nenhum legado da Copa no turismoApós seis anos de espera, a aterrissagem, no aeroporto Marechal Rondon, de um avião da Amaszonas, procedente de Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), às vésperas da Copa do Mundo, colocava Mato Grosso na rota internacional e encurtava em cerca de 1.500 quilômetros, a distância da capital a países como Estados Unidos, Canadá e México. Era então, o único legado da Copa no turismo, setor que não recebeu nenhum investimento para o Mundial. 

 
 
Agora, encerrada a Copa em Cuiabá, a notícia de que a nova rota internacional foi suspensa por determinação da Receita Federal que acusou 'falta de estrutura' no aeroporto de Várzea Grande, surpreendeu o trade turístico e frustrou as expectativas do setor. E mais do que isso, deve deixar na mãos centenas de turistas e investidores que contavam com a permanência do voo Cuiabá-Santa Cruz.  
 
 
O voo entre Cuiabá e Santa Cruz estava sendo operado pela empresa Amaszonas e colocou Cuiabá na rota internacional em uma viagem que conectou o Estado a vários países da América do Sul. O voo permitia conexões com o maior hub da América Latina, que fica na cidade do Panamá, fazendo com que a duração do transporte fosse muito menor. Um voo para Miami nos Estados Unidos, por exemplo, teria o seu tempo total reduzido em quatro horas. Hoje se demora mais para ir de Cuiabá até Santa Cruz de La Sierra do que ir à Europa. Com o início dos voos, entre sair de casa, ir ao aeroporto, desembarque e ir para o hotel, não demora mais que três horas e não 16 horas como ocorria.
 
 
O presidente do Sindicato das Agências de Turismo do Estado de Mato Grosso (Sindetur), Oiran Gutierrez afirmou que “com este voo, os empresários almejam fazer conexões com várias outras cidades da América do Sul que ficam a uma hora de viagem deste ponto. Seria muito mais rápido chegar a países como Peru, Argentina e Chile. Ele ainda acredita que entre três ou seis meses de operação, a empresa faria estes voos – que no início aconteceram três vezes por semana – diários: “Se isso acontecer, sabe o que pode gerar? A empresa LAN – uma das maiores da América latina - começará a operar na cidade, os benefícios seriam imensos para a capital mato-grossense”, enfatizou.
 
 
A companhia aérea utiliza aviões biturbina da empresa Bombardier, com capacidade para 50 passageiros em uma rota que facilitaria a vida de centenas de turistas e investidores. Pelo menos 300 pessoas poderiam ir e vir entre Cuiabá e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, todas as semanas. Foram seis anos de espera, até o anúncio, no dia 7 de maio, feito pelo ministro Vinícius Nobre Lages (PTB), do Turismo, durante reunião com o governador Silval Barbosa (PMDB), ao lado do empresário Sérgio Deurioste, presidente da Companhia Amaszonas, de La Paz (Bolívia).
 
 
O governador Silval Barbosa chegou a destacar a importância da internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, dizendo que o Governo trabalhou mais de 20 anos por isso. 
Autor: G1 MT
Fonte: G1 MT