Publicada em 16/05/2018 às 01:36

Cresce o número de surtos de conjuntivite no Brasil

Nos últimos meses, diversas cidades do Brasil registraram novos casos de conjuntivite, caracterizados como “surtos”, ou seja, quando acontecem mais de dois episódios associados na mesma região.

Dr. Mauricio Manuel Llaguno Lazo, Infectologista e Professor do Curso de Medicina da Unifran, explica tudo sobre a doença e como se prevenir

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Nos últimos meses, diversas cidades do Brasil registraram novos casos de conjuntivite, caracterizados como “surtos”, ou seja, quando acontecem mais de dois episódios associados na mesma região.

De janeiro até abril, o Estado de São Paulo já registrou mais de 14 mil casos. E desde março deste ano, tem sido notificado um aumento progressivo de casos em várias cidades do Sudeste. É o caso da cidade de Ribeirão Preto, onde o número de casos registrados em março aumentou em 2.500% (483 casos) e, no mês de abril, já passavam dos 500 casos, segundo a Secretaria da Saúde. Já em Pontal, foram 315 casos da doença no mês de março. Outros estados também estão em alerta, pois apresentaram números significativos da doença, como a cidade de Paranaguá, no Paraná, que segundo a Secretaria de Saúde e Prevenção (Semsap), só em março foram reportados mais de 13 mil casos. Já em Juiz de Fora, no Rio de janeiro, foram 6 mil casos e em Caldas Novas, Goiânia, 2 mil, segundo as respectivas Secretarias de Saúde Estaduais.

Classificada como conjuntivite alérgica, bacteriana ou viral, a doença costuma ser uma das mais frequentes e pode ser contraída facilmente.

O Dr. Maurício Manuel Llaguno, Infectologista e professor do Curso de Medicina da Universidade de Franca, explica, abaixo, tudo o que é necessário saber sobre a conjuntivite e como se prevenir durante os surtos da doença:

  • A conjuntivite é a inflamação de uma membrana fina de cor esbranquiçada que cobre a parte anterior do olho e serve para proteger o lubrificar o olho.

 

  • Os surtos da doença acontecem geralmente neste período do ano e, por este motivo, é necessário orientar a população geral sob os cuidados de higiene indispensáveis para evitar a propagação da doença. A avaliação médica é imprescindível para o tratamento adequado pois, embora pouco comum, podem ocorrer complicações como ceratoconjuntivites ou úlcera corneal.

 

  • Os sintomas podem variar segundo a etiologia, mas em geral são:
  • Vermelhidão da parte branca do olho (conjuntiva),
  • Prurido ou ardência dos olhos,
  • Lacrimejamento abundante com secreção que pode ser amarelada, esverdeada ou esbranquiçada,
  • Sensação de areia nos olhos,
  • Fotofobia – incômodo, sensibilidade e dor ao olhar diretamente para a luz e
  • Visão turva

 

  • No caso da conjuntivite alérgica, o contágio acontece quando os olhos entram em contato com alguma substância irritativa, enquanto na viral e bacteriana, acontecem quando são transmitidas pelo contato com secreções oculares infectadas com o agente causador.

Após o contagio podem transcorrer de dois a cinco dias para o início dos sintomas e a doença pode durar de 5 a 15 dias.

 

  • O acompanhamento médico é indispensável para determinar o tipo da doença e o tratamento adequado para cada caso. Em geral, a lavagem ocular com soro fisiológico gelado pode ser suficiente. O uso de corticoides, antibióticos e até antivirais, no entanto, podem ser necessários em casos específicos.

 

  • O risco de contrair e transmitir a doença podem ser evitados com medidas simples de higiene, como lavar as mãos e evitar tocar ou coçar os olhos, assim como evitar o contato com qualquer meio contaminado (toalhas, maquiagens, lentes de contato entre outros).

 

  • Os cuidados com a higiene das mãos e evitar o contato com fontes de infecção tem que ser redobrados, ainda pacientes que usam lentes de contato devem descontinuar seu uso em caso de infecção.

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Autor: Assessoria
Fonte: O Nortão

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