Publicada em 11/01/2018 às 21:19

Construção de ponte não vai impedir que Acre fique isolado, diz superintendente do Dnit

Previsão é que ponte seja entregue em outubro de 2018, segundo Caetano. Em 2014, enchente histórica cobriu rodovia e isolou o estado do Acre via terrestre.

Rio Madeira atingiu 13,61 metros em Porto Velho e 19,95 metros no Abunã, segundo Defesa Civil  (Foto: Pedro Devani/Arquivo pessoal)Em entrevista ao Jornal do Acre 1ª Edição desta quinta-feira (11), o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Thiago Caertano, afirmou que a construção da ponte que liga o Acre à Rondônia não vai impedir que o estado acreano fique isolado via terrestre.

Em 2014, o Rio Madeira registrou sua cheia histórica e atingiu a marca de 19,74 metros, situação que deixou o Acre isolado via terrestre por vários dias. Em estado de alerta, a Defesa Civil no Acre já realiza o trabalho de monitoramento como meio de prevenção.

Conforme a Defesa Civil do Acre, nesta quinta o Rio Madeira atingiu 19,95 metros no Abunã, região próximo à balsa e em Porto Velho chegou à marca dos 13,61 metros.

O superintendente do Dnit informou que as obras da ponte, que liga o Acre à Rondônia, está em andamento normal e que não tem risco de atraso na entrega, que está prevista para outubro deste ano.

“A entrega da ponte não vai tirar a preocupação com relação as cheias, vai tirar a preocupação da balsa, que na última grande cheia demorava para fazer a travessia mais de 2h. O principal ponto crítico que alaga é o trecho entre a balsa e Porto Velho, como não vai ser feito agora a elevação da pista, o problema continua. Ainda que a ponte seja concluída, caso tenha cheia com a mesma proporção de 2014, corre risco de isolamento”, afirmou o superintendente.

Construção de ponte não vai impedir que AC fique isolado, diz superintendente do Dnit

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Caetano disse ainda que, após a cheia histórica do Rio Madeira, foi iniciado um debate a cerca da situação da rodovia, porém, segundo ele, acreditava-se que as grandes cheias ocorriam a cada 100 anos.

Com isso, ficou uma discussão política e orçamentaria para saber se valia a pena ou não fazer a elevação da estrada.

“A gente tem visto que não é só a cheia e que o curso hidrológico tem mudado consideravelmente. Então, caso ocorra uma nova cheia esse ano, medidas vão ser tomadas para que seja elevado o nível da rodovia. Porém, isso demanda tempo, projeto e orçamento. Uma obra dessa natureza demora cerca de 2 a 3 anos”, explicou Caetano.

O superintendente falou ainda sobre uma parte da BR-364 onde o asfalto cedeu. “Em relação à rodovia, temos feito contato permanente, tem gente monitorando a situação para estabilizar e impedir que a erosão avance. A situação está controlada e não tem risco de romper a BR-364”, afirmou.

Major do Corpo de Bombeiros fala sobre situação da BR-364 com cheia do Rio Madeira

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Para elaborar um plano de ação e se adiantar para um possível isolamento o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil já fazem monitoramento do comportamento das águas do Rio Madeira.

Autor:  Jornal do Acre 1ª Edição, Rio Branco
Fonte:  Jornal do Acre 1ª Edição, Rio Branco

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