Publicada em 16/04/2018 às 19:34

ANVISA aprova novo tratamento para leucemia mieloide aguda (LMA)

Rydapt® (midostaurina), da Novartis, é primeiro medicamento aprovado nos últimos 25 anos para tipo agressivo de LMA, com mutação no gene FLT3

Rydapt® (midostaurina), da Novartis, é primeiro medicamento aprovado nos últimos 25 anos para tipo agressivo de LMA, com mutação no gene FLT3

São Paulo, abril de 2018 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso de Rydapt® (midostaurina), medicamento oral inibidor de múltiplas quinases da Novartis, para o tratamento de leucemia mieloide aguda (LMA).
O medicamento é usado no tratamento de pacientes adultos com LMA recém-diagnosticadas que apresentam mutação na tirosina quinase tipo 3 (FLT3+), e está indicado:

  • Em associação com quimioterapia convencional de indução com citarabina e daunorrubicina;
  • Na consolidação com citarabina em altas doses;
  • E na fase de manutenção em monoterapia, para os pacientes com resposta completa.

O medicamento é a primeira novidade na estratégia terapêutica de LMA dos últimos 25 anos[i],[ii] e traz uma nova perspectiva para esses pacientes. Sem o tratamento adequado, a LMA FLT3+ tem prognóstico desanimador e é considerada um dos tipos de leucemia mais agressivo[iii].

O estudo clínico RATIFY de Fase III mostrou que pacientes recém-diagnosticados com FLT3+ que receberam midostaurina mais quimioterapia apresentaram melhora significativa na sobrevida global com uma redução de 23% no risco de morte em comparação com a quimioterapia isoladai.

A LMA é um câncer raro e agressivo do sangue e da medula óssea[iv]. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do biênio 2018/2019, serão diagnosticados 5.940 casos novos de leucemia em homens e 4.860 em mulheres. Estima-se que aproximadamente um terço dos pacientes com LMA terão uma mutação no gene FLT3[v].

"A chegada desse medicamento representa um avanço relevante como terapia pioneira direcionada para pacientes que tinham opções limitadas por muitos anos", comenta Alexandre Gibim, Gerente Geral da Novartis Oncologia do Brasil. "Essa aprovação fortalece nosso portfólio e vem para consolidar a nossa liderança em hematologia, em linha com nosso propósito de levar medicamentos inovadores a pacientes em todo o mundo". A previsão de chegada do medicamento no Brasil é para o último trimestre de 2018.

 

Sobre a Novartis

A Novartis oferece soluções inovadoras de saúde que atendem às necessidades em constante evolução dos pacientes e da sociedade. Sediada na Basileia, Suíça, a empresa oferece um diversificado portfólio de medicamentos inovadores, genéricos, biossimilares e produtos para cuidados com os olhos a fim de melhor atender a essas demandas, sendo a única empresa global com posições de liderança nessas áreas. Em 2017, o Grupo alcançou vendas líquidas de US$ 49,1 bilhões, com investimentos de aproximadamente US$ 9 bilhões em P&D. As empresas do Grupo Novartis empregam cerca de 122 mil colaboradores e seus produtos estão presentes em mais de 155 países ao redor do mundo. Para mais informações, acesse www.novartis.com.br.

 

Informações para a imprensa

 

 

 

Mayara Souza

mayara.souza@edelman.com 

55 11 3060-3376

 

Referências

 


[i] Schiller GJ. High-risk acute myelogenous leukemia: treatment today ... and tomorrow. Hematology Am Soc Hematol Educ Program. 2013; 2013:201-208.

[ii] Lin TL, Levy MY. Acute myeloid leukemia: focus on novel therapeutic strategies. Clin Med Insights Oncol. 2012;6:205-217.

[iii] Yanada M, Matsuo K, Suzuki T, et al. Prognostic significance of FLT3 internal tandem duplication and tyrosine kinase domain mutations for acute myeloid leukemia: a meta-analysis. Leukemia. 2005;19(8):1345-1349.

[iv] National Institutes of Health (NIH) National Cancer Institute (NCI). Adult Acute Myeloid Leukemia Treatment (PDQ®) Disponível em: http://www.cancer.gov/types/leukemia/patient/adult-aml-treatment-pdq. Último acesso em abril de 2017.

[v] Patel JP, Gönen M, Figueroa ME, et al. Prognostic relevance of integrated genetic profiling in acute myeloid leukemia. N Engl J Med. 2012; 22;366(12):1079-1089.

Autor: Assessoria
Fonte: O Nortão

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