Publicada em 14/11/2017 às 21:06

Amazônia Florescer, a força dos microempreendedores

Há mais de nove anos, a moradora de Porto Velho Dona Gloria vive das vendas dos seus produtos artesanais, que ela mesma confecciona.

Com baixa renda para investir em matérias primas para repor seus produtos, Dona Glória buscou apoio do Programa de Microcrédito do Banco da Amazônia, que beneficia pequeno e microempreendedores, principalmente os informais 


O que pra muitos seria algo difícil, para Dona Gloria é uma junção de hobby e trabalho. Há mais de nove anos, a moradora de Porto Velho vive das vendas dos seus produtos artesanais, que ela mesma confecciona. A mulher de sorriso simpático, que já trabalhou como operadora de caixa e analista de crédito, conta sua história com alegria.

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Glória Lúcia Romano nasceu em Minas Gerais e tem 52 anos. A sua história com o artesanato começou cedo, quando ainda tinha apenas sete anos aprendeu a fazer crochê. O aprendizado vem de sua mãe, que por muito tempo sustentou filhos e netos. Anos passaram e a paixão de Dona Glória pelos trançados só aumentou.

No início não passava de um hobby, foi com o nascimento do seu primeiro filho e o aumento das despesas, percebeu que a venda de seus produtos seria um extra para a renda da família. As fraldas bordadas que eram vendidas inicialmente em casa, levaram Dona Glória, que já trabalhou como operadora de caixa e analista de crédito, a expor seus produtos em feiras de artesanatos.

Além das confecções das fraldas, Dona Glória investe em cursos para aprimorar seus dons. Um dos conhecimentos adquiridos foi a elaboração de artesanatos com base na fibra do capim dourado, seu carro-chefe nas vendas. Hoje mãe solteira de dois filhos, ela compõe o grupo de artesão da Feira do Sol, que funciona em um dos galpões da Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

A grande exposição e a comercialização na Feira do Sol levaram ao aumento das demandas. Ainda com baixa renda para investir em matérias primas para repor seus produtos, Dona Glória buscou apoio do Programa de Microcrédito do Banco da Amazônia, que beneficia pequeno e microempreendedores, principalmente os informais.

Este tipo de financiamento é oferecido pela Instituição, por meio de uma rede de 15 unidades de microfinanças, que fazem parte da Associação de Apoio à Economia Popular da Amazônia – AMAZONCRED. O programa, este ano,completa uma década de atuação na Região Norte. Em Rondônia, completa cinco anos.

De acordo com o gerente de Pessoa Física do Banco da Amazônia, Misael Moreno, o Amazônia Florescer promove a inclusão social, dos que não têm possibilidade de serem atendidos pelo sistema tradicional de crédito. Antes de receber o financiamento, o empreendedor passa por uma série de orientações para saber fazer seu planejamento financeiro, recebe capacitação e aprende boas práticas.

“Para ser um beneficiado, como a Dona Glória, a pessoa deve formar um grupo solidário de no mínimo quatro empreendedores. Esse grupo recebe o financiamento que deve ser dividido entre seus membros, com acompanhamento por um agente de microfinanças ‘in loco’ do desenvolvimento individual e o do negócio de cada um que recebe o crédito”, explica o gerente.

A iniciativa já liberou mais de R$ 390 milhões durante este período na região. Somente aqui em Rondônia, foram investidos mais de R$ 10 milhões em cinco anos.

Sobre o Programa

Com atuação nas zonas urbana e rural, o Amazônia Florescer fortalece o papel fundamental do Banco da Amazônia como principal agente de desenvolvimento da Região. Os empreendedores do meio urbano que trabalham por conta própria e queiram desenvolver seus negócios, mas têm dificuldades de acessar a empréstimos por falta de garantias reais, podem acessar os créditos do Amazônia Florescer a partir da composição de grupo solidários, que podem ser formados a partir da reunião voluntária de 3 a 10 empreendedores, que devem se conhecem, terem mútua confiança e cooperarem entre si.

Para participar do Amazônia Florescer, o empreendedor precisa residir ou trabalhar no bairro e ter uma atividade há pelo menos um ano, idade mínima de 18 anos, além de apresentar cópias do CPF, RG e comprovante de residência. No programa é possível obter capital de giro para compra de insumos, matéria-prima e mercadorias, sendo que as operações podem ser de R$ 300 a R$ 1 mil na primeira operação. E, nas operações subsequentes, pode haver incrementos progressivos de até R$15 mil. O prazo para pagamento nesse tipo de financiamento é de até 12 meses, com taxa de juros de 2,4% ao mês e, quanto à garantia, é exigido o aval solidário.

O empreendedor pode, ainda, obter capital de giro individual também para compra de insumos, matéria-prima e mercadorias, sendo que, neste caso, o valor da operação inicial pode chegar até R$ 1 mil e as operações subsequentes até R$ 15 mil. O prazo de pagamento é de até 12 meses e taxa de juros de 2,4% ao mês. Aqui é exigido como garantia um ou mais avalistas com renda comprovada de no mínimo duas vezes o valor da prestação. No caso de pessoa jurídica, o aval pode ser dado pelos sócios e um avalista adicional.

Além do capital de giro, os empreendedores podem financiar, por meio de Investimento Fixo, ferramentas, máquinas e equipamentos, além de realizar pequenas reformas e ampliações das instalações do negócio. Na primeira operação é possível ter financiamento de R$ 300 a R$ 1 mil, com incrementos progressivos de até R$ 15 mil nas operações subsequentes. O prazo para quitar este tipo de financiamento é de até 24 meses, com taxas de juros de 2,4% ao mês. Para pessoas físicas, a garantia é o aval solidário ou avalistas com renda comprovada de no mínimo duas vezes o valor da prestação. Pessoas jurídicas podem apresentar como avalistas sócios e um avalista adicional.​
Autor: ASSESSORIA
Fonte: O Nortão

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