Publicada em 19/05/2018 às 13:12

15 mil bovinos hoje no Megaleilão em Mato Grosso

Empresário Maurício Tonhá, da Estância Bahia, bota à venda 15 mil bovinos à batida do martelo, no Megaleilão em Cuiabá.

Foto Ilustrativa

Maior leilão bovino do mundo, o Megaleilão da Estância Bahia vende à batida do martelo cerca de 15 mil animais, em seu recinto na capital mato-grossense num evento comercial que se caracteriza por promover encontro de criadores dos estados onde a pecuária tem destaque econômico e a empresa promove leilões. Transmitido pelo canal Terra Viva, o Mega é um bom exemplo da evolução pecuária, como explica o presidente e fundador da empresa que o realiza, Maurício Tonhá, “ao invés das grandes movimentações com transporte, como acontecia no passado, cada vez mais migramos nosso empreendimento para a venda com apresentação virtual do animal”.

Apresentação virtual foi a alternativa encontrada pela Estância Bahia para evitar o estresse do animal quando transportado; reduzir custo operacional; e minimizar a presença dos caminhões boiadeiros nas estradas. Em edições anteriores todos os bovinos à venda eram levados ao tatersal. Com o mercado virtual a Estância Bahia filma os lotes e os anuncia aos compradores presentes em seu recinto, onde o Mega acontece, ou que fazem negócio por telefone acompanhando a transmissão pela televisão. “Em média, um animal transportado em caminho e exposto ao ambiente do leilão, perde uma arroba. Com a venda virtual evitamos essa perda afastamos o estresse do animal”, observa Maurício Tonhá.

Há 28 anos no mercado leiloeiro Maurício Tonhá entende de logística do transporte bovino e nem poderia ser diferente. Aprendeu na prática, quilômetro a quilômetro, que é mais barato, mais seguro e muito melhor para os animais que eles sejam leiloados virtualmente sem sair de suas invernadas. Essa nova prática não fica restrita ao Mega em Cuiabá. Ela é regra para a atividade da Estância Bahia, que neste ano tem por meta vender 300 mil cabeças em mais de 150 leilões em Mato Grosso, Acre, Rondônia, Pará, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Goiás, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Nesse universo superlativo, a economia pecuária mato-grossense em Cuiabá, Água Boa, Barra do Garças, Rondonópolis, Cáceres, Sinop, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Vila Rica, Juína, Juara, Comodoro, Paranatinga, Guarantã do Norte, Vila Bela da Santíssima Trindade e outras cidades responde por 75% dos leilões e dos animais negociados.

O Mega em Cuiabá acontece no período em que a pecuária dá sinais de recuperação depois dos contratempos no ano passado, com a Operação Carne Fraca, a prisão dos irmãos Batista donos do Grupo J&F e o travamento de mercados internacionais para a carne bovina brasileira. Maurício Tonhá vê o momento como “bom” para a cadeia pecuária. Destaca que o perfil produtor de Mato Grosso, com forte presença na balança comercial brasileira, requer mercados seguros e permanentes, mas que em razão de acontecimentos recente a exportação chegou a ser abalada, mas que “graças ao ministro (da Agricultura) Blairo Maggi, que saiu em nossa defesa nos quatro cantos do mundo, a situação está praticamente revertida”.

Um dos termômetros para a pecuária é o leilão bovino. Seu sucesso revela vitalidade entre as duas pontas do negócio. Em Cuiabá o Mega será uma espécie de convergência de pecuaristas de todas as regiões de Mato Grosso, graças às vendas virtuais. O poderio da comunicação aliado ao conceito da Estância Bahia proporcionarão, por exemplo, negócios entre compradores e vendedores de Juína, sem que tenham que ir ao recinto de vendas e sem deslocamento de seus animais nos dois sentidos do trajeto. “É uma ponte. Ligamos os elos pecuários”, observa Maurício Tonhá. Essa ponte é possível não somente pela tecnologia empregada, mas também pela confiança que o mercado deposita na empresa leiloeira e em seu presidente. “O negócio é fechado sem contato físico, com o comprador observando o lote pela televisão; isso é gratificante”, avalia Maurício Tonhá.

As vendas virtuais são expressivas, mas parte dos animais tem comercialização presencial, com o interessado no recinto ou participando pelo telefone. “Há inclusive vendas para brasileiros que se encontram no exterior”, comemora Maurício Tonha.

A Estância Bahia nasceu em Água Boa em 1991. Em 2001, comemorando 10 anos de sua fundação a empresa realizou o primeiro Mega, que recebeu o nome de Megaleilão 2001. Os negócios expandiram-se e em 2003 Maurício Tonhá hasteou a bandeira de sua leiloeira em Cuiabá, à margem da BR-364 no sentido Campo Grande. O ano de 2007 marcou o começo do Mega na capital mato-grossense e desde então esse evento virou ponto de encontro anual da pecuária de Mato Grosso.

Nesse sábado o Mega acontece entre 12 e 19 horas, mas desde às 8 horas o recinto de leilões estará aberto para receber mais de mil pecuaristas, empresários da cadeia pecuária, autoridades e outros convidados. Adriano Barbosa e Paulo Brasil, que figuram no ranking dos cinco melhores profissionais da área no país, serão os leiloeiros, mas com participação de Maurício Tonhá, que nos meios ruralistas é considerado ícone e tem presença no vídeo cobrada por criadores Brasil afora.

LOTES – Equipes da Estância Bahia fazem os últimos preparativos para o Mega. Estima-se que serão colocados à venda 10 mil machos e cinco mil fêmeas com forte predominância Nelore e suas variações, além de aproximadamente três mil animais da raça Angus.

Autor: diariodecuiaba.com.br
Fonte: diariodecuiaba.com.br

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