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No Acre, nova lei estimula empreendedorismo feminino: ‘queremos oportunidades’


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A lei Nº 3.969, que estabelece medidas de apoio e estímulo ao empreendedorismo feminino no Acre, foi sancionada e publicada na edição desta quarta-feira (27) do Diário Oficial do Estado (DOE). O objetivo, conforme a publicação, é promover a consolidação de empreendimentos liderados por mulheres.

Par estimular o setor, a medida prevê:

  • Capacitação e formação das mulheres para transformá-las em empreendedoras, através do estímulo ao ensino do empreendedorismo feminino nas escolas, oferta de cursos técnicos e estímulo à formação cooperativista;
  • Promoção da cooperação e interação entre os entes públicos e o setor empresarial, estabelecendo iniciativas para o empreendedorismo feminino;
  • Facilitação do acesso das mulheres empreendedoras às linhas de crédito adequadas para criação, manutenção e expansão dos empreendimentos;
  • Incentivo ao empreendedorismo feminino de micro e pequeno porte.

Além de buscar promover e fortalecer o empreendedorismo feminino, a nova norma quer estimular a criação de trabalho e produção de renda através do desenvolvimento de projetos criados por mulheres e apoiar as práticas que promovam a gestão empresarial eficiente e o planejamento.

“As estratégias para o estímulo ao empreendedorismo feminino devem promover a inclusão social e a reintegração das mulheres no processo educacional, elevando sua escolaridade por meio de formação que lhe possibilite buscar o aumento da produtividade e promoção da competitividade econômica”, diz a lei.

Oportunidades

 

Uma das idealizadoras do coletivo “Elas fazem acontecer”, projeto que reúne mais de 200 mulheres que apostam no empreendedorismo para a autonomia financeira, Lidiane Cabral afirmou que além de incentivos com capacitações, é preciso garantir espaços adequados para a atividades dessas mulheres.

“Para nós do movimento de autonomia econômica para as mulheres é de extrema importância saber que o governo pensa nesse fomento. Mas, além de capacitação, queremos oportunidades, espaços adequados, onde as mães consigam trabalhar e possam deixar seus filhos. A maioria dos espaços públicos onde as feiras acontecem não é adequado para nós, não tem banheiro, não tem iluminação, então é complicado ainda. Sabemos que é uma grande vitória, mas não é apenas isso”, afirmou.

Para Lidiane, é por meio do empreendedorismo feminino que mulheres estão construindo independência, não apenas financeira, mas também emocional. Ela fala que muita entram nesse ramo por necessidade, sobretudo, durante a pandemia, após perderem o emprego ou parentes.

“Na maioria das vezes é um empreendedorismo por necessidade. A pandemia veio e muitas ficaram desempregadas, meninas ficaram órfãs e mulheres viúvas e tiveram que se virar Então, toda essa geração de renda e essa rede de apoio que o coletivo traz. Além da necessidade financeira, há a necessidade também de saúde mental. Mulheres que deixaram outras profissões para empreender em outros ramos para que possam ter felicidade, ter autonomia, empoderamento, se sentirem donas de alguma coisa”, disse.

Ela informou ainda que na Expoacre 2022, cerca de 32 mulheres empreendedoras do projeto estarão com estandes, além das que fazem parte de outras iniciativas.

G1

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