Nesta quinta-feira (29), o candidato ao governo de Mato Grosso, empresário Marcos Magno (PSOL), foi o entrevista do programa Tribuna do Ouvinte, da Rádio Cultura de Cuiabá. Por mais de uma hora, Magno falou sobre seus adversários, apresentou propostas e relatou, principalmente sua indignação com a imprensa local.
Segundo ele, os veículos de comunicação estão fazendo de conta que sua candidatura não existe. O empresário afirmou que a atitude da imprensa mato-grossense é proposital. "Nós temos dificuldades com a imprensa. De forma proposital estão omitindo meu nome, trocando meu nome. Estão fazendo de conta que não existe um quarto candidato ao governo nestas eleições", desabafou.
Magno foi o último dos quatro candidatos ao governo de Mato Grosso (Wilson Santos - PSDB; Silval Barbosa - PMDB; e Mauro Mendes - PSB) a ser entrevistado pela Rádio Cultura. Os outros concorrentes ao Palácio Paiaguás também tiveram a oportunidade durante a semana.
Ainda durante seu pronunciamento aos ouvintes mato-grossenses, ao ser questionado sobre o PSOL não compactuar com nenhum partido, Marcos Magno afirmou que caso seja eleito seu governo continuará com a mesma linha. "Nós do PSOL realmente não compactuamos com nenhum partido. Entendemos que a governabilidade é trazida pela força do funcionário público. Partidos são sopa de letrinhas. Dizem que tem apoio, mas só tem apoio do dinheiro deles. Se o PSOL chegar ao poder, ele governará o povo, não os partidos, deputados, enfim".
Campanha fraca e poucos recursos
Questionado pelos jornalistas presentes, que foram convidados para participar do programa, sobre ser o candidato com o menor montante em dinheiro para gastar com a campanha, Magno admitiu que o valor é baixo e tentou justificar. "Realmente as dificuldades são muitas, mas queremos lançar novas lideranças políticas para construir democracia mais voltada para a população. Precisamos fazer uma assepsia no processo eleitoral. Estou aqui para levar o nome do partido e fazer valer a confiança que depositaram em mim".
Nos dados divulgados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Magno afirmou que irá gastar cerca de R$ 1 milhão para esta campanha, enquanto os outros candidatos ultrapassam os R$ 10 milhões. Wilson Santos (PSDB) deve gastar R$ 18 milhões, o empresário Mauro Mendes (PSB), R$ 17 milhões, e o atual governador do Estado, Silval Barbosa, declarou que serão gastos R$ 30 milhões na campanha eleitoral para tentar manter-se na vaga.
Além do montante ser pouco, durante a entrevista Magno afirmou conhecer apenas 20 municípios dos 141 que compõem o Estado. Porém ele justifica que essa ausência será suprida a partir do momento em que as propagandas eleitorais começarem a ser veiculadas na TV. "Nós temos dificuldades de visitar municípios mais distantes, mas no nosso horário eleitoral vamos nos manifestar".
Propostas
Em relação às suas propostas, o candidato do PSOL ressaltou que irá trabalhar principalmente na área da saúde, educação e o tráfico de drogas na fronteira do estado. Magno pretende já no início do governo, caso seja eleito, realizar auditorias nos setores da educação e saúde, além de conversar principalmente com os atuantes nas duas áreas para, a partir de então, traçar as melhores soluções. "Nós vamos fazer auditoria em cada setor da sociedade".
Sobre o tráfico de drogas, Magno acredita que a solução é "fechar" a fronteira. "Vamos ter que fechar esta fronteira de alguma forma. O Estado tem que tomar uma atitude urgente, se não Mato Grosso terá uma juventude de drogados e traficantes. Temos que fazer um reforço na Polícia Militar e Federal. Vamos dar um basta ao tráfico".
"Bate e volta"
Para finalizar a entrevista, o radialista e apresentador do programa Tribuna do Ouvinte, William Gomes, realizou um "bate e volta" com o candidato. Magno surpreendeu em suas repostas.
Confira abaixo as respostas do candidato ao governo do Estado, Marcos Magno (PSOL):
Time do coração - Vasco da Gama;
Deus - Ser supremo, que tudo vê e sabe;
Diabo - Não existe;
Livro que atualmente está lendo - Relatório do Tribunal de Contas de Mato Grosso;
Líder da humanidade - Mahatma Gandhi;
Mujica de pintado ou bacalhau - Mujica de pintado;
Furrundu ou petit gateau - Furrundu;
Guaraná ralado ou chimarrão - Cerveja bem gelada;
Samba ou rasqueado - Samba;
Recusaria o voto de quem - De ninguém;
Se vencer as eleições, qual será sua primeira ação - designar as secretarias com 90% de funcionário de carreira do Estado;
Se perder as eleições, o que gostaria que o governador fizesse - Que ele tomasse a mesma medida;