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Introdução alimentar do bebê é reflexo no paladar do adulto


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De acordo com a nutricionista da UNESC Cacoal, a fase de introdução alimentar é de suma importância para o desenvolvimento do paladar 

Quem nunca teve dificuldade em fazer uma dieta ou mudar o tipo de alimentação? A maioria das pessoas já passou por isso e a adaptação, geralmente, não é tão fácil assim. Mas o que muitos nem imaginam é que esse tipo de comportamento é influenciado desde que iniciamos nossas vidas e começamos a nos alimentar.

Introdução alimentar é o termo usado para direcionar a fase em que os bebês começam a se alimentar além do leite. Ela deve ser iniciada no sexto mês de vida, conforme orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

De acordo com a professora da UNESC Cacoal, nutricionista materno infantil, Julia Souza Amaral, a alimentação complementar deve ser introduzida de maneira lenta e em etapas. “A criança não nasce sabendo comer, portanto precisamos ensiná-la. Esse processo é lento e deve respeitar a evolução de cada bebê, promovendo o contato com alimentos de qualidade e respeitando os sinais de fome e saciedade”, apontou a profissional.

Segundo a nutricionista, é favorável oferecer ao bebê uma alimentação variada e rica em nutrientes, como proteínas, carboidratos e gorduras, além também de ferro, zinco e vitaminas. É preciso também unir os principais representantes da alimentação. “Recomenda-se iniciar a primeira semana com as frutas no lanche da manhã e no lanche da tarde. Após isso, introduzir o almoço composto por alimentos do grupo dos cereais e tubérculos, leguminosas, carnes, ovos e, no mínimo, duas opções de hortaliças. Aos 7 meses, o bebê deve estar consumindo 4 refeições ao dia, com a introdução do jantar”, explicou Julia.

Ainda de acordo com a especialista, não é recomendado bater os alimentos no liquidificador para não deixar a comida muito liquida, nem misturar os grupos. Além disso, não é indicado oferecer à criança, pelo menos até os 2 anos, frituras, enlatados, salsicha, refrigerantes, café, salgadinhos, balas e açúcar. “A alimentação do bebê deve ser amassada desde o início e evoluir a consistência ao longo dos meses. Pode-se optar pelo método BLW, (em inglês, baby-led weaning) onde o alimento é oferecido inteiro na textura e cortes adequados. Vale ressaltar que a alimentação do bebê deve ser baseada em alimentos in natura ou minimamente processado, sendo estes alimentos que sofreram nenhuma ou mínima modificação pela indústria, como adição de conservantes, açúcar, sal e gordura”, destacou a nutricionista e professora da UNESC Cacoal, Julia.

Aos 6 meses, é recomendado introduzir outros alimentos na dieta, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, o aleitamento continue até os 2 anos de idade. Nos casos em que a mãe não pode amamentar por qualquer motivo, pode-se recorrer às fórmulas infantis, mas, nessas situações, a orientação é procurar a ajuda de um pediatra para saber qual a melhor conduta em cada caso.

Aline Boone- Assessoria

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