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Saúde

Herpes-zóster: Conheça benefícios da nova vacina, com eficácia de 97%


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A herpes-zóster era, até pouco tempo, pouco conhecida entre a população. No último mês, dois casos chamaram a atenção nas redes sociais: o do cantor Justin Bieber, que apareceu em um vídeo com parte do rosto paralisado após uma complicação causada pela infecção viral e, mais recentemente, o da apresentadora Fernanda Keulla, hospitalizada com fortes dores e bolhas na pele.

A doença é uma infecção reativada pelo vírus Varicela zóster, o mesmo da catapora, que fica incubado em torno de 80% das pessoas e se manifesta mais tarde causando principalmente lesões na pele com fortes dores, sintomas que podem ser evitados com a vacinação.

Em meados de junho deste ano, as clínicas particulares brasileiras começaram a importar a vacina Shingrix, da farmacêutica GSK, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em agosto de 2021. Ela se destacou em comparação ao imunizante oferecido anteriormente, o Zostavax, por ter eficácia muito superior – 97% contra os 51% – e por abranger novos grupos de risco.

De acordo com a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e gerente de Imunizações do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, Ana Rosa dos Santos, a Shingrix foi desenvolvida para ter uma resposta imunológica mais duradoura e forte graças à sua forma de produção.

“A vacina ficou mais moderna e eficiente. Ela foi produzida em uma plataforma da mais alta tecnologia, então traz uma imunização bem mais robusta principalmente nos pacientes mais velhos, o que a anterior não fazia, e também nos imunocomprometidos”, afirma Ana Rosa.

Diferença entre as vacinas

A Shingrix é uma vacina de vírus inativado, aplicada em duas doses, com dois meses de intervalo. Cada uma tem o preço recomendado de R$ 843 (totalizando R$1.686), mas o valor pode variar entre as clínicas particulares.

Ela é indicada principalmente para as pessoas com mais de 50 anos, idade em que o sistema imunológico começa a enfraquecer naturalmente. Mas jovens com 18 anos ou mais com algum tipo de comprometimento imunológico ou com doenças que debilitam o sistema de defesa do corpo também podem se vacinar.

A versão anterior, a Zostavax, por outro lado, é um imunizante de dose única, feita de vírus atenuado. Por esse motivo, explica Ana Rosa, ela era contra-indicada para a população imunossuprimida.

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