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Diretor do Inpe diz que discurso sobre Bolsonaro ‘causou constrangimento’ e será exonerado


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O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Ricardo Magnus Osório Galvão, disse nesta sexta-feira (2) que será exonerado do cargo. O anúncio foi feito após reunião com o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, em Brasília. O órgão que Galvão comandava foi acusado pelo presidente Jair Bolsonaro de mentir sobre os dados do desmatamento e agir a “serviço de alguma ONG”. Galvão rebateu as acusações e criticou falas e comportamento do presidente.

“Minha fala sobre o presidente gerou constrangimento, então eu serei exonerado”, disse Ricardo Galvão.

Galvão lembrou que tinha um mandato de quatro anos, mas que, apesar isso, o regimento prevê que o ministro pode substituí-lo “em uma situação de perda de confiança”. O diretor disse que teve uma conversa muito cortês com Pontes e que concorda com a exoneração.

O presidente Jair Bolsonaro acusou o Inpe de mentir sobre dados de desmatamento e de estar “agindo a serviço de uma ONG”. As primeiras acusações de Bolsonaro contra o Inpe foram feitas na sexta-feira (19), durante café da manhã com jornalistas estrangeiros. As críticas do governo aos dados sobre o desmatamento continuaram e, na quinta-feira (1°), Bolsonaro voltou a fazer acusações contra o instituto.

Logo após as primeiras falas do presidente, Galvão rebateu o presidente e disse que não iria pedir demissão. À época, ele declarou: “Ao fazer acusações sobre os dados do Inpe, na verdade ele faz em duas partes. Na primeira, ele me acusa de estar a serviço de uma ONG internacional. Ele já disse que os dados do Inpe não estavam corretos segundo a avaliação dele, como se ele tivesse qualidade ou qualificação de fazer análise de dados.”

Reunião com o ministro

Nesta sexta, o diretor do Inpe afirmou que o ministro Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, afirmou que o Inpe será preservado.

“Claro que com o meu discurso com relação ao presidente causou constrangimento, no entanto eu tinha uma preocupação grande que isso fosse respingar no Inpe. Isso não vai acontecer”, afirmou Galvão.

Galvão disse ainda que não teve que “defender” os dados sobre desmatamento para o ministro Marcos Pontes.

“Frente ao ministro Pontes eu não tive que defender nada. Ele concorda inteiramente com os dados do INPE e sabe como são os dados do INPE”, disse. “O ministro é uma pessoa de alta capacidade técnica, um engenheiro” – Ricardo Galvão.

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