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Saúde

Dia do homem ressalta displicência masculina com a própria saúde


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Celebrada em 15 de julho, a data alerta para a importância dos cuidados com a saúde masculina, especialmente para prevenção do câncer de próstata

No Brasil, as mulheres vivem em média 7,2 anos a mais que os homens, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Entre os motivos estão a genética, escolhas e hábitos de vida e negligência do homem com a própria saúde. Um levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem de São Paulo apontou que 70% dos brasileiros do sexo masculino só procuram uma consulta médica por influência do cônjuge ou filhos.

A falta de atenção do homem com a saúde é responsável pelo alto número de doenças detectadas em estado avançado, segundo o médico urologista Bruno Benigno, especializado em oncologia que atua no Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. “As doenças que afetam a saúde do homem tem melhores chances de cura quando diagnosticadas precocemente e recebem o tratamento adequado”, afirma o especialista. Para isso, a mulher tem um papel fundamental.

Segundo Benigno, 47% das consultas dos seus pacientes são agendadas por outras pessoas, como esposa, companheiro, filhos e amigos. Desse universo, 80% são marcadas por mulheres, sejam as esposas, mães, filhas, irmãs e amigas. Vale ressaltar que 86,3% dos pacientes atendidos pelo médico são homens.

Câncer de próstata e prevenção

Uma das doenças que tem altas chances de cura quando diagnosticadas precocemente é o câncer de próstata. Este é um dos tipos de câncer mais frequentes entre os homens. Segundo as mais recentes estatísticas publicadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2020 foram descobertos 65.840 novos casos de câncer de próstata no Brasil, representando a maior percentagem ( 29,2%) da incidência de câncer nos homens. A doença causou 15.841 óbitos no ano, sendo o segundo câncer que mais mata os homens. Muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com o tratamento adequado e ajuda da tecnologia, como a cirurgia robótica.

Seis dicas de como os homens podem aprender com mulheres a cuidar melhor da saúde

1.        Começar cedo com as medidas de prevenção: assim como as mulheres, que geralmente começam as consultas no ginecologista ainda na puberdade, os homens também deveriam procurar o médico urologista nesse momento da vida para ver se o desenvolvimento está dentro do esperado;

2.        Ter qualidade de sono: é muito importante garantir pelo menos de seis a sete horas de um sono reparador por dia;

3.        Fazer consultas e exames médicos regulres: passar por consulta com um urologista pelo menos uma vez por ano para uma avaliação da saúde e, se necessário, realizar exames. Isso vale, principalmente, para os homens acima dos 35 anos, idade em que o aumento da próstata começa a ser mais pronunciado;

4.        Procurar ajuda médica no começo dos sintomas: os sintomas mais comuns de doenças são esforço para urinar, sensação de que a bexiga não está esvaziando normalmente, desconforto na região genital ou durante a relação sexual e secreção, principalmente após os 40 anos de idade;

5.        Atividade física: manter o hábito de praticar atividade física regular e tentar ser o mais ativo possível;

6.        Ter bons hábitos alimentares: uma alimentação equilibrada ajuda a manter o peso e ter uma vida mais saudável.

Perfil do médico Bruno Benigno:

Urologista e Oncologista, referência do corpo de cirurgiões do Centro de Oncologia e Centro de Urologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP). Fundador da Clínica Uro Onco, em São Paulo.

Graduado em Medicina pelo Instituto de Urologia e Nefrologia de São José do Rio Preto (SP). Mestre em Oncologia pela Fundação Antônio Prudente com foco na área de Pesquisa Clínica em biologia molecular em câncer de próstata. Especialização (fellowship) em Cirurgia Robótica e Uro-Oncologia pelo AC Camargo Cancer Center (SP).

Especialista no tratamento do câncer do sistema urinário (masculino e feminino) e sistema reprodutor masculino, câncer de próstata, rim,

bexiga, testículos, cálculos do sistema urinário.

Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), da American

Urological Association (AUA) e do Instituto de Urologia, Robótica e Oncologia (iURO). Foi membro da Comissão de Ensino e Treinamento (CET) e da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Atuou como urologista titular do Núcleo de Urologia do Hospital AC Camargo Câncer Center, de 2013 a 2019.

Assessoria

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